Urgente: Motta proíbe oposição de realizar sessões em comissões - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Urgente: Motta proíbe oposição de realizar sessões em comissões

Em tom agressivo, Lula ataca o Congresso e desqualifica parlamentares da direita durante evento no Rio, enquanto tenta capitalizar programa específico para professores.
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, foi vaiado pelo público.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente da Câmara publica ato suspendendo comissões até 1º de agosto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou agora há pouco um ato que suspende reuniões de comissões da Casa até o dia 1º de agosto. A medida ocorre após parlamentares da oposição marcarem sessões, mesmo durante o recesso, com objetivo de votar moções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O Ato da Presidência RM 3026/2025 foi assinado nesta manhã e impede o funcionamento dos colegiados durante o chamado “recesso branco”, período em que o Congresso paralisa suas atividades sem a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Deputados do PL haviam programado para hoje sessões nas comissões de Segurança Pública e de Defesa Nacional. O presidente da Câmara ligou para os presidentes dos colegiados, Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), e pediu que eles próprios cancelassem as reuniões, para evitar desgaste institucional.

O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), criticou a decisão e afirmou que as sessões estavam acordadas desde a sexta-feira (17). “Estamos querendo exercer nosso papel parlamentar”, disse.

Além das sessões, a oposição tenta convocar uma reunião remota extraordinária para votar três projetos: a anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro, a ampliação das hipóteses de crime de responsabilidade para ministros do STF, e a fixação de prazos e critérios para a tramitação de pedidos de impeachment no Senado.

As propostas fazem parte da mobilização contra as medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes. Desde a última sexta-feira (19), o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica e teve restringido o contato com redes sociais e autoridades estrangeiras.

Mesmo com o recesso em vigor, parlamentares da oposição viajaram a Brasília nesta semana para discutir com Bolsonaro uma resposta institucional. A estratégia previa retomar os trabalhos legislativos ou avançar com as pautas por meio das comissões.

Após o recesso, a oposição planeja pressionar pelo avanço da PEC do fim do foro privilegiado na Câmara e pelo julgamento de pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA DECISÃO

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