Oposição e PL pedem à Motta fim do recesso parlamentar - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Oposição e PL pedem à Motta fim do recesso parlamentar

Hugo Motta afirma que Senado votará o PL Antifacção nesta semana e agradece Derrite pela relatoria; Câmara quer avançar PEC da Segurança

Compartilhe em

Foto do autor

Por Adrian Almeida

Deputados citam medidas de Moraes contra Bolsonaro e o Congresso

A oposição na Câmara dos Deputados e o Partido Liberal protocolaram nesta sexta-feira (18) pedidos formais pela suspensão do recesso parlamentar de julho. A interrupção será para tratar das medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre a retomada do IOF. Os ofícios foram direcionados ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Os documentos foram apresentados pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), pela Liderança da Oposição, e pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do PL.

Nos ofícios, os parlamentares apontam como motivo da solicitação a “grave situação que coloca em risco a estabilidade institucional do país”, e listam três pontos principais.

1) A decisão monocrática de Moraes que revogou uma deliberação soberana do Congresso Nacional sobre o IOF;
2) A imposição de medidas restritivas contra Bolsonaro sem qualquer condenação judicial;
3) O risco de danos às relações internacionais do Brasil com outras nações.

De acordo com os pedidos, o cenário do Brasil exige que a Câmara dos Deputados dê uma resposta imediata. Os parlamentares pedem a convocação urgente de sessões deliberativas para tratar de temas considerados emergenciais, como a PEC 08/2021, que limita decisões monocráticas no Supremo, e a PEC 333/2017, que acaba com o foro privilegiado em crimes comuns.

Entre os pontos mencionados nos ofícios também estão a votação da anistia e a instalação da CPI do Abuso de Autoridade, além de outras pautas que cobram resposta institucional do Legislativo.

“Tal cenário enseja uma atitude urgente por parte do Congresso Nacional”, afirmam Chrisóstomo e Sóstenes nos documentos, acrescentando que é inaceitável que o Parlamento permaneça parado diante do avanço de medidas judiciais que atropelam prerrogativas constitucionais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já afirmou mais cedo que o recesso está mantido até agosto, apesar das pressões.

Confira os documentos aqui e aqui.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade