Urgente: EUA enviam B-52 ao Caribe próximo à Venezuela
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Urgente: EUA enviam B-52 ao Caribe próximo à Venezuela

Bombardeiros B-52 dos EUA sobrevoam o Caribe perto da Venezuela em meio a tensões crescentes. Crédito: Flightradar24
Bombardeiros B-52 dos EUA sobrevoam o Caribe perto da Venezuela em meio a tensões crescentes. Crédito: Flightradar24

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Bombardeiros participaram de exercícios antinarcóticos com helicópteros americanos

Dois bombardeiros B-52 dos Estados Unidos sobrevoaram o Mar do Caribe, na costa da Venezuela, integrados a operações antinarcóticos conduzidas pelo Comando Sul, informou a própria instituição em sua conta oficial na rede social X.

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As aeronaves participaram de exercícios em conjunto com helicópteros AH-1Z Cobra e UH-1Y Venom, destacados com o Grupo Anfíbio de Prontidão USS Iwo Jima. Segundo o Comando Sul, a ação visa “interromper o tráfico ilícito de drogas e proteger a pátria”, em coordenação com o Departamento de Defesa.

Um AH-1Z Cobra e um helicóptero UH-1Y Venom do 22º Batalhão Expedicionário de Fuzileiros Navais (MEU) dos EUA voam em formação durante um exercício de fogo real sobre o Mar do Caribe, demonstrando suas capacidades de combate. O grupo expedicionário está destacado com o Grupo de Prontidão Anfíbia do USS Iwo Jima em apoio às missões do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), às operações lideradas pelo Departamento de Defesa e às prioridades do Presidente de desmantelar o tráfico ilícito de drogas e proteger a pátria. (Foto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA pela Cabo Emily Hazelbaker)
Um AH-1Z Cobra e um helicóptero UH-1Y Venom do 22º Batalhão Expedicionário de Fuzileiros Navais (MEU) voam em formação durante um exercício de fogo real sobre o Mar do Caribe, demonstrando suas capacidades de combate.

O voo dos B-52, registrado por plataformas públicas de rastreamento, ocorreu inteiramente em espaço aéreo internacional. As manobras incluíram patrulhas circulares sobre o Caribe, próximas às ilhas de La Orchila e Gran Roque, onde a Venezuela mantém instalações militares.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma operação contra um navio suspeito de tráfico de drogas em águas internacionais perto da Venezuela. Segundo ele, seis pessoas ligadas a uma organização terrorista designada foram mortas durante a ação, sem baixas americanas.

O regime de Nicolás Maduro qualificou os ataques como “agressão armada” e acionou o plano de defesa “Independência 200”, mobilizando tropas, milícias e reservistas. Autoridades venezuelanas e aliados da Aliança Bolivariana para os Povos das Américas (ALBA) consideraram as operações ilegais. A vice-presidente Delcy Rodríguez descreveu os ataques como “execuções extrajudiciais e sumárias”.

O Almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul, visitou Granada e Antígua e Barbuda para fortalecer a cooperação em segurança regional. Negociações incluíram a possível instalação temporária de radares e pessoal técnico americano em aeroportos locais, respeitando a soberania nacional.

Fontes militares dos EUA afirmaram que os voos dos B-52 correspondem a missões de treinamento e dissuasão de longo alcance, conduzidas regularmente a partir de bases como Barksdale, na Louisiana, no âmbito das operações do Comando Sul.

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