Trump confirma ofensiva em águas internacionais contra narcoterroristas ligados a facções venezuelanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (15) que militares norte-americanos realizaram um novo ataque contra “narcoterroristas venezuelanos” em águas internacionais. Três pessoas morreram na operação.
Em rede social, Trump afirmou que ordenou a ofensiva pela manhã. Segundo ele, os alvos estavam em um barco carregado de drogas com destino aos EUA.
“Esses cartéis de tráfico de drogas extremamente violentos REPRESENTAM UMA AMEAÇA à segurança nacional dos EUA, à política externa e a interesses vitais do país”, publicou.
“O ataque resultou na morte de três homens classificados como terroristas em combate. Nenhum militar dos EUA foi ferido nessa operação.”
O governo norte-americano não informou o local exato nem apresentou provas de que a embarcação transportava drogas.
Este foi o segundo ataque em menos de 15 dias. No dia 2 de setembro, Trump havia anunciado a destruição de outro barco, no Caribe, resultando na morte de 11 narcoterroristas. Segundo ele, a embarcação estava ligada à gangue Tren de Aragua, classificada como terrorista pelos EUA. Trump também atribuiu ao ditador Nicolás Maduro o comando da facção.
Washington acusa ainda Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles, apontado como rede criminosa integrada por militares e políticos venezuelanos.
Reação de Maduro
Em Caracas, Maduro declarou que a Venezuela sofre uma “agressão” dos Estados Unidos. Disse que o país está “protegido pelas leis internacionais” e acusou Washington de usar uma “desculpa” para justificar uma escalada militar.
No fim de semana, o regime convocou reservistas e milicianos para treinamentos. Na sexta-feira (12), Maduro afirmou ter mobilizado “fuzis, tanques e mísseis” e ordenou o envio de 25 mil militares a regiões fronteiriças com a Colômbia e o Caribe.
Movimentação militar dos EUA
Nos últimos dias, os Estados Unidos reforçaram a presença no sul do Caribe com ao menos sete navios, incluindo um esquadrão anfíbio, 4.500 militares e um submarino nuclear. Aviões P-8 também sobrevoaram a área.
O governo Trump considera Maduro fugitivo da Justiça e oferece recompensa de US$ 50 milhões por sua captura.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que Washington usará “toda a força” contra Maduro. Reportagem do site Axios informou que Trump pediu um “menu de opções” sobre a Venezuela, sem descartar novas ações militares.
Enquanto os EUA ampliam a pressão, Caracas segue mobilizando tropas e civis armados para resistir a um possível ataque.
