Venezuela: Trump promete investigação por terra a cartéis
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Trump volta a ameçar Venezuela e promete investigação por terra

Trump zera tarifas de carne e café do Brasil e determina reembolso de impostos cobrados desde 13 de novembro.

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Por Redação

Maduro decreta Estado de exceçâo e amplia poderes de seu regime

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom de ameaça e guerra contra a Venezuela, reafirmando que o país sob o regime de Nicolás Maduro está fortemente associado ao narcotráfico. Em declarações feitas nesta terça-feira (30), antes de se reunir com o Secretário de Guerra, Pete Hegseth, Trump prometeu “eliminar da existência” os cartéis de drogas e afirmou que irá expandir as operações do Caribe para “investigar os cartéis por terra”.

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“Vamos ver o que acontece com a Venezuela. Eles têm sido muito perigosos com drogas e com outras coisas,” afirmou Trump, antes de discursar para generais na Virgínia.

O republicano defendeu as ações militares recentes no Caribe, que, segundo ele, têm sido bem-sucedidas em deter o fluxo de drogas por água. “Desde que fizemos isso, não temos absolutamente nenhuma droga entrando em nosso país pela água. Porque era letal. Agora, vamos investigar os cartéis por terra”, disse.

Trump reforçou que o objetivo das ações das Forças Armadas em águas internacionais é combater o narcotráfico, uma justificativa adotada desde que os EUA classificaram Maduro como chefe do cartel de drogas de Los Soles.

Os Estados Unidos já anunciaram ataques a três embarcações que supostamente transportavam drogas e tinham origem venezuelana, destruídas por navios de guerra com mísseis guiados. Para intensificar o monitoramento e o poder aéreo, centenas de fuzileiros navais e cerca de dez caças F-35 foram enviados a Porto Rico, ilha próxima ao Caribe.

“Começamos a usar o poder supremo das Forças Armadas dos Estados Unidos para destruir os terroristas e as redes de tráfico da Venezuela lideradas por Maduro. A todos os bandidos que introduzem drogas venenosas nos Estados Unidos: vamos eliminá-los da existência,” declarou.

Em resposta ao EUA, Maduro convocou 4,5 milhões de militares e exibiu o arsenal de armas da Venezuela
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Venezuela se prepara para eventual agressão

A escalada das falas do norte-americano levou Maduro a declarar estado de exceção no país nesta segunda-feira (29).

Na prática, o decreto de “comoção externa” amplia os poderes de Maduro em áreas como defesa, segurança e ordem pública, permitindo que o governo adote medidas especiais e restrinja certas liberdades civis para garantir a defesa do país diante de uma possível “agressão externa”.

“O decreto permite que Maduro atue em questões de defesa e segurança e defenda a Venezuela caso os Estados Unidos ousem atacar nossa pátria”, explicou Delcy Rodríguez, vice-presidente do país.

O estado de exceção é uma medida legal e temporária acionada em situações extraordinárias, como catástrofes naturais ou ataques militares, e confere ao líder do país poderes para tomar ações que, em condições normais, seriam restritas.

Maduro tem intensificado o recrutamento de militares e a preparação de tropas navais, autorizando ações diretas para responder a possíveis ataques e reforçar o controle interno diante da pressão dos Estados Unidos.

O governo venezuelano lançou uma campanha para recrutar cidadãos em milícias voluntárias, que o governo afirma ter atraído milhões de pessoas. Nos últimos dias, o país também convocou simulações militares e exercícios de treinamento básico de armas de fogo e táticas de combate.

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