Últimas testemunhas são ouvidas em ação contra militares do “núcleo 3” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Últimas testemunhas são ouvidas em ação contra militares do “núcleo 3”

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Por Redação

Acusação da PGR aponta ações táticas e monitoramento de autoridades públicas

A Segunda Turma do STF conclui nesta quarta-feira (23) a oitiva das testemunhas de defesa da Ação Penal 2696, que envolve o “núcleo 3”, formado por nove militares do Exército e um agente da Polícia Federal (PF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o grupo de planejar ações táticas para monitorar e neutralizar autoridades públicas, além de pressionar o alto comando do Exército para dar suporte a um suposto golpe de Estado.

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Entre os réus estão o general da reserva Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira, os coronéis Bernardo Romão Correa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Jr., além de outros seis oficiais do Exército de patentes inferiores e o policial federal Wladimir Matos Soares.

A fase de depoimentos do núcleo 3 começou na última segunda-feira (21), com sessões conduzidas pelos ministros da Segunda Turma do Supremo. Nesta quarta, as testemunhas começaram a ser ouvidas às 9h.

Para o réu Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, foram convocados Arthur Palmeira Leite e Raimundo de Araújo Moura Júnior. Já na defesa de Wladimir Matos Soares, estão listadas oito testemunhas: Alexandre Matias, Sergio Rocha Cordeiro, Paulo Fernando Bezerra, Mauricio Teles Barbosa, Leonardo Monteiro, Rodrigo Morais Fernandes, Elias Milhomens de Araújo e uma oitava sem presença confirmada.

A defesa de Fabrício Moreira de Bastos apresentou quatro testemunhas: Rodolfo Roque Salgueiro De La Veja, Roberto Pereira Angrizani, Jorge Alfredo Henrique Oliveira e o coronel Linhares. Durante os trabalhos de terça-feira (22), os advogados de Rodrigo Bezerra sinalizaram a possível desistência das testemunhas Ledson Schwalb e Filipo Linhares Martins, caso voltem a se ausentar.

De acordo com a PGR, o “núcleo 3” integrava a estrutura operacional de um plano para desestabilizar o governo e preparar um ambiente favorável a um suposto golpe militar. As acusações envolvem ações de inteligência, pressão institucional e tentativa de cooptação de setores das Forças Armadas.

Com o encerramento da fase de testemunhos, o processo avança para as próximas etapas processuais no STF, que deverá avaliar o conjunto das provas apresentadas antes de julgar o mérito da ação penal.

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