TSE retoma julgamento que pode cassar Denarium
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

TSE retoma julgamento que pode cassar Denarium

Processo ficou paralisado por pedidos de vista e envolve acusação de abuso de poder

Antonio Denarium (PP-RR) Antonio Denarium (PP-RR) - Wilson Dias / Agência Brasil
Antonio Denarium (PP-RR) Antonio Denarium (PP-RR) - Wilson Dias / Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje (14) o julgamento do processo que pode levar à cassação e à inelegibilidade do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, e do atual chefe do Executivo estadual, Edilson Damião.

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A análise estava parada há quase dois anos em razão de sucessivos pedidos de vista.

A retomada ocorre após decisões recentes da Corte em casos semelhantes, como o que resultou na inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Denarium renunciou ao cargo em 27 de março para disputar uma vaga no Senado dentro do prazo de desincompatibilização. Com a saída, Damião assumiu o governo.

A ação foi apresentada pela chapa adversária e aponta abuso de poder político e econômico.

Entre os pontos citados estão a distribuição de bens e serviços com finalidade eleitoral, repasses de cerca de R$ 70 milhões a municípios sem critérios legais e gastos considerados irregulares com publicidade institucional.

O julgamento começou em agosto de 2024, com sustentações orais. Mais de um ano depois, a relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação da chapa.

Na sequência, o ministro André Mendonça pediu vista e interrompeu a análise.

O caso foi retomado em novembro, quando Mendonça acompanhou o voto da relatora. Um novo pedido de vista, desta vez do ministro Nunes Marques, voltou a suspender o julgamento.

A expectativa é que o voto seja apresentado nesta terça-feira.

Nos bastidores, a defesa articula novo pedido de adiamento. Caso isso ocorra, o desfecho pode ficar para depois do fim do mandato.

A defesa afirma que não há provas das irregularidades e sustenta que não houve ilegalidades durante a campanha.

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