TSE julga criação do Partido Missão, legenda do MBL
Brasília, Domingo, 19 de julho de 2026
Justiça

TSE julga criação do Partido Missão, legenda do MBL

TSE julga pedido de criação do Partido Missão, ligado ao MBL, que pretende lançar candidato à Presidência em 2026.
TSE julga pedido de criação do Partido Missão, ligado ao MBL, que pretende lançar candidato à Presidência em 2026.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Análise ocorre em meio a investigação sobre suspeita de fraudes em assinaturas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira (4) o pedido de criação do Partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL). O processo foi pautado a pedido do relator, ministro André Mendonça, e tem parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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A articulação para a criação da legenda, que pode se tornar o 30º partido político do país, começou em 2023. O MBL reuniu 590 mil assinaturas validadas pelo TSE, e o pedido formal de registro foi apresentado em julho deste ano, após a validação.

Live realizada pelo MBL para acompanhar alcance de assinaturas para o partido
Live realizada pelo MBL para acompanhar alcance de assinaturas para o partido. FOTO: Reprodução/Youtube

O presidente do MBL, Renan Santos, já afirmou algumas vezes que o grupo lançará candidato próprio à Presidência da República em 2026.

Renan Santos, um dos fundadores do movimento que surgiu nas manifestações de 2014 contra o governo Dilma Rousseff (PT), descartou apoio a uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo ele, o movimento rompeu com o governo paulista. O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) deixou a vice-liderança na Assembleia Legislativa de São Paulo. Santos afirmou que o MBL “nunca se escorou no Tarcísio” e destacou que o grupo apenas colaborou em pautas específicas, como a privatização da Sabesp.

MBL alvo de investigação no Rio

A Justiça Eleitoral do Rio abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na coleta de assinaturas para a criação do partido Missão, articulado pelo MBL. O caso tramita na 174ª Zona Eleitoral de Três Rios, após impugnação da Promotoria Eleitoral, que apontou inconsistências nos documentos entregues ao cartório.

De acordo com o despacho, parte do material anexado ao processo apresentava “natureza distinta” dos procedimentos eleitorais, o que levou à remessa do caso à Polícia Federal para apuração de fraudes ou falsificação de dados de eleitores.

Despacho da juíza Ana Carolina Gantois Cardoso que investiga o partido Missão, do MBL
Despacho da juíza Ana Carolina Gantois Cardoso que investiga o partido Missão, do MBL

O TSE é responsável por validar os apoios e decidir sobre o registro da nova sigla. Pela Lei nº 9.096/1995, são necessárias 492 mil assinaturas de eleitores distribuídas em pelo menos nove estados. Na denúncia recebida por este site, a amostra de assinaturas que o TSE coletou, 16 disseram que nunca assinaram isso, os outros 30 não encontraram o endereço.

A diretoria do MBL afirmou para a equipe deste site, que a movimentação em torno das impugnações tem caráter político e busca apenas criar desgaste público ao partido. Segundo o movimento, o Ministério Público Eleitoral já reconheceu a validade do número mínimo de fichas exigido para a criação da legenda.

“A abertura de investigação não preocupa justamente porque já batemos o mínimo exigido e, mesmo que essas assinaturas sejam retiradas, não afeta o montante que já ultrapassamos”, afirmou o movimento.

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