O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (16) que houve “grande progresso” na reunião com representantes do governo japonês para discutir a redução das tarifas impostas por Washington. A declaração foi publicada pelo republicano na rede Truth Social, após o encontro com o ministro da Revitalização Econômica do Japão, Ryosei Akazawa.
“Foi uma grande honra ter me encontrado com a delegação japonesa para o comércio. Grande progresso”, escreveu Trump.
O Japão foi atingido por tarifas de 24%, dentro do pacote de medidas recíprocas anunciado por Trump no início de abril contra mais de 180 países. A alíquota mínima é de 10%, mas veículos seguem taxados em 25%. A exportação de automóveis representa 28% do total das vendas japonesas aos EUA. Trump suspendeu por 90 dias as tarifas acima de 10%, com exceção da China.
A reunião desta quarta marcou uma das primeiras negociações presenciais desde o anúncio das medidas. O Japão, aliado histórico dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial, é visto como um teste-chave para a nova política comercial americana. A avaliação é que, se nem Tóquio conseguir um acordo, os demais países terão poucas chances de êxito.
“O presidente afirmou que fechar um acordo com o Japão era prioridade máxima”, disse Akazawa após a reunião. Para o ministro, o envolvimento direto de Trump é “um bom sinal”.
Segundo Akazawa, ele pediu a revogação das tarifas e afirmou que há interesse mútuo em firmar um acordo dentro dos 90 dias de trégua. As partes devem se reunir novamente ainda em abril.
Embora tenha acusado Tóquio de manipular o iene para favorecer exportações, Trump evitou incluir o tema cambial na pauta oficial do encontro. A moeda desvalorizada tem pressionado o governo japonês, elevando o custo das importações e impactando consumidores.
Após o encontro com Trump, Akazawa também se reuniu com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e com o representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer.
Segundo o Japan Times, o Japão está “em melhor posição” para negociar com os EUA do que qualquer outro país, inclusive por deter a maior quantidade de títulos do Tesouro americano. Em fevereiro, o país asiático aumentou em 4% suas reservas, atingindo US$ 1,1259 trilhão.
