China cria organização global para governança da IA
Brasília, Sexta, 17 de julho de 2026
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China cria organização global para governança da IA

Brasil está entre os 29 países fundadores da nova entidade liderada por Pequim

Foto: David Yu/Pixabay

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A China oficializou nesta quinta-feira (16) a criação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), novo organismo voltado à cooperação internacional e à governança global da inteligência artificial. O Brasil está entre os 29 países que assinaram o acordo como membro fundador.

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Além do Brasil, aderiram à iniciativa Rússia, Belarus, Sérvia, Cuba, Venezuela, dez países africanos e doze asiáticos. A sede da organização será instalada em Xangai.

A cerimônia de assinatura ocorreu na véspera da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), realizada entre os dias 17 e 20 de julho em Xangai. A expectativa é que o presidente chinês, Xi Jinping, apresente durante o evento a estratégia de Pequim para ampliar sua atuação na governança internacional da tecnologia.

A proposta de criação da Waico havia sido apresentada pela China durante a edição anterior da conferência. Até agora, porém, nenhum país havia formalizado adesão ao projeto.

Segundo o governo chinês, a nova organização institucionaliza a Iniciativa Global de Governança de IA, lançada por Pequim em 2023 para incentivar a cooperação internacional, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento da inteligência artificial.

A estratégia chinesa busca consolidar uma estrutura permanente para discutir regras globais sobre IA. O plano é criar uma organização de alcance amplo, aberta à participação de países em desenvolvimento, diferentemente de fóruns internacionais considerados mais restritos, como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas à regulação e à governança da inteligência artificial foram lançadas. Nenhuma delas, porém, consolidou-se como principal referência global para o setor.

O avanço da tecnologia tem ampliado a disputa por modelos de governança. Em janeiro deste ano, o Fórum Econômico Mundial estimou que a inteligência artificial poderá responder por até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) global até 2030, o equivalente a cerca de US$ 15,7 trilhões.

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