Toffoli retirou sigilos do Banco Master sem avisar senadores
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Toffoli retirou sigilos do Banco Master sem avisar senadores

Damares Alves afirma que decisão de Toffoli retirou sigilos da CPMI do Banco Master e impediu acesso de senadores aos documentos

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Senadora diz que documentos chegaram ao sistema e foram trancados na Presidência do Senado

Em entrevista ao Alive, apresentado por Julia Lucy nesta sexta-feira (26), a senadora Damares Alves afirmou que documentos sigilosos da CPMI do INSS que investigavam o Banco Master foram retirados do sistema da comissão por decisão do ministro Dias Toffoli, sem comunicação prévia aos parlamentares.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo a senadora, o caso afeta diretamente o Distrito Federal. Em fala direta, afirmou que “se tem uma região do país que está sendo diretamente influenciada por todo esse evento do Banco Master, é o nosso Distrito Federal”. Damares disse ainda que houve omissão de políticos locais e cobrou atuação técnica sobre o tema.

Ela relatou que os senadores do DF souberam pela imprensa, no início do ano, da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Disse que a informação causou reação imediata. Em declaração direta, afirmou: “Como? Um banco estatal vai comprar um banco privado”. Segundo ela, o histórico de denúncias envolvendo o Master aumentou a preocupação.

Damares afirmou que esteve no Banco Central após o anúncio e recebeu a informação de que haveria análise técnica. Disse que, mesmo assim, foi apresentado pedido de CPI no Senado e audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos. A CPI não foi instalada após retirada do pedido pelo autor, sob o argumento de evitar pressão sobre o BC.

Com o avanço das investigações, a senadora afirmou que o Banco Central vetou a operação, o que, segundo ela, trouxe alívio ao DF. Em seguida, disse que novas denúncias vieram à tona com a instalação da CPMI que apura fraudes no INSS, quando surgiu a ligação entre o Banco Master e o esquema investigado.

A senadora declarou ser a autora do pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do presidente do Banco Master. Disse que o requerimento foi aprovado junto com convocações para depoimento. Em fala direta, afirmou que a aprovação passou “no meio de um bolo”, enquanto parlamentares focavam apenas nas convocações.

Ela explicou que o sigilo telemático inclui registros de telefonia, mensagens, e-mails e comunicações privadas em redes sociais. Em declaração direta, afirmou que esse tipo de quebra “é o melhor instrumento para investigação”.

Segundo Damares, os primeiros documentos começaram a chegar ao sistema da CPMI, chamado Jubarte, nos dias 9 e 11 de dezembro. Disse que cada senador possui senha para leitura, sem possibilidade de impressão ou salvamento. Relatou que, ao acessar o sistema no dia 12, não encontrou os documentos.

 “No dia 12 de manhã, o ministro Toffoli deu uma decisão inédita, jamais vista, retirou os documentos do sistema e mandou trancar na sala do presidente do Senado”, afirmou. Disse que a retirada ocorreu sem intimação aos senadores.

Assista ao programa ao vivo

Damares afirmou que Toffoli colocou todo o processo sob sigilo e determinou que os documentos fossem acessados apenas pela Presidência do Senado. Disse que a CPMI recorreu da decisão e aguarda análise do recurso no Supremo Tribunal Federal.

A senadora declarou que a retirada dos documentos compromete o trabalho da comissão. Em fala direta, afirmou que “os senadores atuam como investigadores” e precisam ter acesso integral aos elementos reunidos.

Ela também mencionou que, após esse movimento, foi marcada uma acareação por decisão de Toffoli. Disse que o instrumento é usado quando há versões contraditórias, mas avaliou que, sem acesso aos documentos, a medida se torna prematura.

Ao final, Damares afirmou que o caso envolve tráfico de influência e exige apuração ampla. Em declaração direta, disse que, se conduzido com seriedade por parlamentares e pela Polícia Federal, o caso pode resultar em “uma limpeza em nível nacional”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade