CPMI do INSS protocola convocações de Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS protocola convocações de Lulinha

Relator da CPMI do INSS protocola convocações de Lulinha, senador Weverton Rocha e investigados da Operação Sem Desconto

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Requerimentos retomam pedidos barrados após atuação da base governista

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou nesta sexta-feira (19) requerimentos para convocar Fábio Luis Lula da Silva, filho do Lula, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e outros alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal.

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Os pedidos retomam convocações já rejeitadas pela comissão após atuação da base governista. A iniciativa busca aproveitar fatos revelados na nova fase da operação para levar os investigados ao colegiado.

O nome de Lulinha voltou a ser citado após a operação atingir a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga do filho do presidente. Segundo a PF, há referência a pagamento mensal de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Luchsinger. Mensagens atribuídas a Antônio Carlos Camilo Antunes mencionam que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”, sem identificar o destinatário.

O relator também pediu a convocação de Danielle Fontenelles, apontada como outro elo no esquema. Fontenelles prestou serviços de publicidade ao PT e vive em Portugal. Ela atuou em campanhas petistas e foi sócia da agência Pepper, alvo de investigação da PF em 2016 sobre repasses de caixa dois. Em colaboração premiada, admitiu pagamento de comissões para obtenção de contratos e deixou de atuar para o partido em 2015.

Entre os requerimentos, consta ainda a convocação de Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, exonerado após ser preso na operação, e de Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor de Weverton Rocha. Gaspar é citado nas investigações como signatário de procuração que concedeu poderes ao consultor Rubens Oliveira Costa, apontado pela PF como “homem da mala” do esquema.

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