O Tribunal de Contas da União arquivou o pedido de parlamentares para a abertura de uma auditoria sobre a compra do Banco Master pelo BRB. Os ministros acompanharam o relator, ministro Jonathan de Jesus, que alegou ausência de indícios dos riscos apontados na representação.
O relator destacou ainda que a Corte não tem prerrogativa para investigar o FGC e o BRB — que é um banco do governo do Distrito Federal. A representação arquivada foi assinada pelos líderes do bloco da Minoria na Câmara dos Deputados, Caroline de Toni (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ).
Em março, o BRB anunciou a compra de 58% do Banco Master por R$ 2 bilhões. A operação ainda está em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e no Banco Central.
Na terça-feira 27, o BTG Pactual fechou a compra de um pacote de ativos do Master, entre eles o Fasano Itaim, hotel de luxo de São Paulo. A transação teve valor financeiro global de R$ 1,5 bilhão, recurso que será reinjetado no próprio Master, segundo cláusula do acordo com o BRB.
