Taxa das blusinhas preservou 135 mil empregos, aponta CNI
Brasília, Quarta, 24 de junho de 2026
Economia

Taxa das blusinhas preservou 135 mil empregos, aponta CNI

Estudo indica impacto na indústria e aumento da arrecadação federal

Taxa das blusinhas preservou 135 mil empregos, aponta CNI
Foto: Iano Andrade/CNI

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A chamada “taxa das blusinhas” evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados de pequeno valor no Brasil. Segundo nota técnica divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução das compras internacionais ajudou a preservar 135,8 mil empregos e R$ 19,7 bilhões na economia.

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O levantamento analisou os efeitos da cobrança de 20% do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50, regra que passou a valer em agosto de 2024 dentro do Programa Remessa Conforme.

De acordo com o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, a medida busca reduzir distorções no mercado. “O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda”, afirmou.

O estudo aponta que a iniciativa reduziu o volume de remessas internacionais. Em 2024, o país recebeu 179,1 milhões de encomendas. Em 2025, o número caiu para 159,6 milhões, uma retração de 10,9%.

Sem a incidência do tributo, a projeção da entidade indicava 205,9 milhões de pacotes no período. A diferença de 46,3 milhões de remessas, considerando o valor médio de R$ 96,88 por unidade, resultou na estimativa de R$ 4,5 bilhões que deixaram de sair do país.

Na comparação entre o primeiro semestre de 2024 e o mesmo período de 2025, o volume caiu de 90,2 milhões para 69,1 milhões de pedidos, recuo de 23,4%. No mesmo intervalo, as importações gerais de bens de consumo aumentaram 20,2%.

O levantamento também registra crescimento na arrecadação. Em 2024, a Receita Federal do Brasil recolheu R$ 1,4 bilhão com o imposto no âmbito do programa. Em 2025, o valor subiu para R$ 3,5 bilhões.

Antes das mudanças, encomendas de até US$ 50 enviadas entre pessoas físicas eram isentas de imposto. Segundo a CNI, o modelo era alvo de fraudes, como subfaturamento e envio de mercadorias por empresas disfarçadas de pessoas físicas.

Com a nova regra, a fiscalização passou a ocorrer no momento da compra, com exigência de informações prévias pelas plataformas e recolhimento antecipado de tributos.

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