Ala do Congresso promete barrar fim da "taxa das blusinhas"
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Política

Ala do Congresso promete barrar fim da “taxa das blusinhas”

Frentes ligadas ao setor produtivo indicam resistência à revogação da taxação de compras internacionais

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Por Redação

Representantes de frentes parlamentares próximas ao setor produtivo afirmaram que o governo federal enfrentará resistência no Congresso Nacional caso proponha a revogação da chamada “taxa das blusinhas”.

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A discussão ocorre após setores do Palácio do Planalto defenderem a medida. Até o momento, o governo não definiu posição oficial.

Parlamentares avaliam que o apelo popular pela revogação pode ampliar apoio político à proposta, especialmente em ano eleitoral. Ainda assim, integrantes ligados ao setor produtivo indicam que devem atuar contra a mudança.

O fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50 foi aprovado em 2024 com o argumento de proteger a indústria nacional, que enfrenta carga tributária maior em relação a produtos importados.

O deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar do Brasil Competitivo, afirmou para a CNN que a revogação seria prejudicial ao setor.

“Permitir a importação sem imposto é quebrar a indústria nacional, que já encontra dificuldade em um país de juros altíssimos e com uma população altamente endividada. É um atentado contra a produtividade brasileira”, disse.

Parlamentares também defendem que, caso a taxação seja revista, o governo reduza impostos sobre produtos nacionais para garantir condições de competição equivalentes.

O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, afirmou que há abertura para debate, mas condicionou apoio à apresentação de compensações fiscais.

“E não basta ver a arrecadação com a importação. Depois disso, muita gente voltou a comprar no Brasil. Representantes da Renner me indicaram que a taxa aumentou as vendas deles nestes produtos em 11%. O quanto o governo arrecadou com isso? O governo está preocupado com o voto. Não vejo problema em discutir, só queremos que discutam em bases racionais”, declarou.

Segundo dados da Receita Federal, a cobrança sobre encomendas internacionais gerou arrecadação de cerca de R$ 5 bilhões no último ano.

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