Tarcísio vai ao STF por juros da dívida de SP
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Tarcísio vai ao STF por juros da dívida de SP

Governador se reúne com ministros antes de julgamento sobre taxa de 2% no débito com a União

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Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), irá hoje (11) no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar consolidar a manutenção da taxa de 2% nos juros da dívida do estado com a União. A agenda ocorre às vésperas do julgamento da liminar concedida pelo ministro André Mendonça.

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Desde 26 de janeiro, São Paulo paga juros de 2% ao ano, após decisão liminar que atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Estado. Antes, a taxa era de 4%. A redução está prevista no Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag). A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão.

O governo paulista sustenta que já cumpriu os pré-requisitos para aderir ao Propag e, por isso, pode aplicar a taxa reduzida. A AGU afirma que a adesão ainda não foi formalizada e que o estado deve manter os pagamentos com juros de 4%.

Tarcísio iniciou as reuniões no início da tarde. Ele se encontrou com o ministro Alexandre de Moraes e, ao deixar o gabinete, afirmou que a conversa foi “boa”. Questionado sobre eventual pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador não respondeu.

A agenda incluiu ainda encontros com Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. O julgamento da liminar começa na sexta-feira (13), em plenário virtual, e segue até 24 de fevereiro.

As reuniões ocorrem também em meio a nova movimentação da defesa de Jair Bolsonaro para obter prisão domiciliar. O ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após condenação a 27 anos e três meses.

O vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a defesa apresentaria novo pedido, alegando que “tanto o laudo da Polícia Federal quanto o laudo do médico assistente são categóricos ao apontar quase 10 comorbidades relvantes e os elevados riscos de morte a que está submetido o Presidente @jairbolsonaro. Trata-se de uma medida humanitária, necessária e juridicamente amparada”.

O laudo da Polícia Federal, no entanto, concluiu que o ex-presidente não precisa de cuidados hospitalares e pode permanecer no local atual, desde que mantidas as condições de acompanhamento médico.

Segundo o documento, embora Bolsonaro apresente quadro de “multimorbidade”, as condições estão sob controle clínico e não impedem o cumprimento da pena no regime atual.

No mês passado, Tarcísio já havia procurado ministros do STF para tratar da situação do ex-presidente. As conversas, segundo relatos, ocorreram enquanto Bolsonaro ainda estava na Superintendência da Polícia Federal.

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