Vieira pede quebra de sigilo da empresa dos irmãos de Toffoli
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Vieira pede quebra de sigilo da empresa dos irmãos de Toffoli

Pedido inclui sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt , envolvida com o Tayayá

Toffoli dá sequência ao desmantelamento da Lava Jato e anula processos contra Vaccari Neto
Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou na CPI do Crime Organizado um requerimento para a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., controlada por José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro de Dias Toffoli.

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O pedido abrange o período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026 e inclui a solicitação de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo o relator da CPI do Crime Organizado, reportagens recentes apontam indícios que reforçam a tese de que os irmãos do magistrado atuariam como “laranjas” em um esquema de blindagem patrimonial.

Por essa razão, de acordo com o senador, o requerimento “é uma medida de extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.

A Maridt chegou a deter cerca de um terço das cotas do resort Tayayá. José Eugênio afirma que a empresa não mantém mais vínculo com o empreendimento, cuja participação societária teria sido integralmente vendida e encerrada em fevereiro de 2025.

Funcionários do Tayayá Resort tratam o ministro do Supremo como “proprietário” do empreendimento, apesar de o nome de Dias Toffoli. não constar em documentos oficiais. Localizado em Ribeirão Claro (PR), o empreendimento é conhecido na cidade como o “resort do Toffoli”.

Relatos de funcionários indicam ainda que o ministro possui uma casa exclusiva dentro do complexo, situada na área mais luxuosa do resort, além de uma embarcação mantida no píer do hotel.

O requerimento de Vieiraprevê a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático, com acesso a movimentações financeiras detalhadas, dados de contas bancárias, poupança e investimento, além de registros e duração de ligações telefônicas realizadas e recebidas.

A medida também abrange dados cadastrais, informações de localização, mensagens, comentários e curtidas nas plataformas Instagram e Facebook, além de grupos, contatos e históricos de chamadas no WhatsApp e no Telegram.

O pedido inclui ainda dados vinculados a serviços do Google, como imagens do Google Fotos e arquivos armazenados no Google Drive.

Para Vieira, a quebra de sigilo é indispensável para rastrear o fluxo financeiro e identificar a destinação dos recursos movimentados pela empresa dos irmãos do ministro.

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