O empresário Nelson Tanure contratou o banco franco-britânico Rothschild & Co para estruturar uma proposta de aquisição da participação da Odebrecht na Braskem. A operação prevê a renegociação das dívidas da Odebrecht com grandes bancos e dos compromissos da Braskem com credores internacionais.
Segundo o Correio da Manhã, Tanure já iniciou rodadas de conversas com Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e BNDES, que têm participação da Odebrecht na Braskem como garantia de empréstimos bilionários.
Fontes próximas indicam que a negociação pode avançar até o fim do segundo semestre. A proposta considera cerca de R$ 19 bilhões em créditos, com diferentes estruturas e prioridades de recebimento. Itaú e Bradesco são os principais credores.
Tanure também busca aval da Petrobras, que detém 47% do capital votante e 36,1% do total da Braskem. A presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que está aberta ao diálogo e considera positiva a possível aquisição da fatia da Odebrecht , mas quer ampliar a participação da Petrobras na gestão. Ela descarta qualquer iniciativa de estatização.
Veja: STF anula multa de 10 milhões a ex-presidente da Petrobras – Claudio Dantas
A proposta inicial de Tanure envolve a compra de parte do controle da Braskem, mantendo a família Odebrecht com até 5% do capital total. Atualmente, a empreiteira possui 50,1% das ações ordinárias e 38,3% do capital total da companhia.
A venda dessa participação está em aberto há seis anos. Os entraves envolvem dívidas, disputas judiciais e passivos ambientais, como o caso de afundamentos de solo em Maceió. Em 2023, a Adnoc, de Abu Dhabi, ofereceu R\$ 10,5 bilhões por 38% do capital total, mas as tratativas não avançaram.
Tanure e os bancos não comentaram oficialmente.
Veja também: Governo Lula estuda alternativas ao aumento do IOF após pressão de bancos – Claudio Dantas
