STJ solta rapper Oruam após 69 dias preso em Bangu Rapper Oruam deixou a prisão após decisão do STJ que revogou preventiva. Ele saiu de Bangu sob festa de fãs e terá de cumprir medidas cautelares.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STJ solta rapper Oruam após 69 dias preso em Bangu

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Defesa alega prisão ilegal e diz que artista provará inocência no processo

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, deixou a prisão nesta segunda-feira (29) após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele estava detido preventivamente desde 22 de julho no presídio de Bangu 3A, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio, acusado de tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Oruam passou 69 dias na prisão e deixou a unidade por volta das 17h27, usando uma máscara do Homem-Aranha e sendo recebido por uma multidão de fãs que já aguardava do lado de fora. Os cantores MC Poze e Cabelinho também participaram da recepção. A cena lembrou a saída de Poze da prisão, em junho, quando Oruam esteve na porta da penitenciária em ato que terminou em tumulto.

A soltura foi autorizada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, relator do habeas corpus no STJ, que viu o decreto de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal da capital fluminense como baseado em “argumentos vagos”, sem provas concretas de risco de fuga ou de reiteração do crime. O magistrado destacou ainda que Oruam é réu primário e se apresentou espontaneamente ao cumprir o mandado, afastando a suspeita de tentativa de fuga.

Com a decisão, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, entre elas comparecer a todos os atos do processo, manter residência fixa no Rio de Janeiro e não frequentar o Complexo do Alemão.

Em nota conjunta, os advogados do cantor comemoraram: “A decisão restabelece a regra do processo penal: a liberdade”.

A defesa argumentou que a prisão teria sido decretada para fins alheios ao processo e reafirmou a inocência do artista: “Nunca existiram evidências acerca de cometimento de crime e tampouco acerca da necessidade da prisão provisória. Mauro Davi se submeterá às medidas cautelares e provará sua inocência no curso do processo”.

O caso seguirá em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade