STJ mantém condenações de Arruda e Jaqueline Roriz por improbidade administrativa - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

STJ mantém condenações de Arruda e Jaqueline Roriz por improbidade administrativa

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Por Redação

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e da ex-deputada Jaqueline Roriz por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9), em julgamento de recursos apresentados pelas defesas dos dois políticos contra a sentença de 2022 do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

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O caso tem origem na operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, que investigou o pagamento de propina a parlamentares da base aliada do governo do DF. Segundo o Ministério Público, Jaqueline Roriz e seu marido receberam, em 2006, dinheiro de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais, para apoiar politicamente a candidatura de Arruda ao governo.

O próprio Arruda foi flagrado em vídeo recebendo uma sacola com R$ 50 mil das mãos de Barbosa. Na ocasião, o ex-governador tentou justificar o repasse afirmando que os valores seriam usados para a compra de panetones, a serem distribuídos no Natal a pessoas carentes.

No entanto, essa versão foi contestada pelo juiz Paulo Carmona, da 7ª Vara Criminal de Brasília. Segundo a sentença, os quatro recibos apresentados por Arruda como comprovantes das doações, supostamente referentes aos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007, foram todos produzidos no mesmo dia e local: na residência oficial de Águas Claras.

Arruda já havia sido condenado em 2017 no contexto da mesma operação. Em julho de 2023, foi novamente sentenciado pela 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, sendo obrigado a pagar R$ 10 milhões, em valores atualizados, por danos causados aos cofres públicos.

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