STF vai interrogar três deputados do PL por esquema de emendas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF vai interrogar três deputados do PL por esquema de emendas

Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio e mantém presidente do TJ-RJ no cargo
Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio e mantém presidente do TJ-RJ no cargo

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Interrogatório marca última fase da ação penal no Supremo

O ministro do STF Cristiano Zanin determinou o interrogatório dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) nesta quinta-feira (28). Os três são réus em ação penal que apura o desvio de emendas parlamentares.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em março, por decisão unânime da Primeira Turma do STF, eles passaram a responder pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que, em 2020, o grupo exigiu do então prefeito de São José de Ribamar (MA) o pagamento de R$ 1,66 milhão em propina em troca da liberação de R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares.

Segundo a acusação, Josimar Maranhãozinho era o líder do esquema e controlava também emendas de colegas. Relatórios da Polícia Federal indicam que Bosco Costa utilizava a esposa e o filho para movimentar parte dos recursos. A apuração envolve ainda agiotas, blogueiros e empresários que participariam da engrenagem de cobrança e repasse do dinheiro.

As investigações revelaram que prefeitos eram pressionados a devolver até 25% do valor das emendas destinadas à saúde. Em alguns casos, a devolução teria ocorrido sob ameaças armadas. Um documento obtido pelo G1 em fevereiro descreveu o funcionamento: agiotas emprestavam valores aos parlamentares, que depois direcionavam emendas às prefeituras; em seguida, os agiotas cobravam o “retorno” diretamente dos gestores.

Ao marcar os depoimentos, Zanin ressaltou que o caso está próximo do desfecho.

“O dispositivo antecede o encerramento definitivo da instrução processual e o próprio oferecimento de alegações finais”, escreveu o ministro.

Ele também afastou tentativas da defesa de adiar a audiência.

“Não se cogita de prejuízo, nem sequer em tese, com a realização do ato ora agendado. Os requerimentos da defesa não possuem o condão de simplesmente impedir a realização dos interrogatórios”, afirmou.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade