A 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um inquérito da Polícia Federal que apura denúncias de ameaças e perseguição envolvendo o empresário Nelson Tanure, investigado no caso do Banco Master.
A decisão, de 17 de março, atende a pedido da defesa do gestor Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, que acusa Tanure de comandar ações de intimidação após denúncias feitas contra o empresário.
Timerman afirmou que a decisão é acertada e declarou que “o exemplo passado pela Justiça é que criminoso é quem expõe o crime, e não quem o comete”.
A defesa de Nelson Tanure afirmou que o gestor tenta reverter condenação por perseguição ao apresentar acusações e sustenta que ele responde a processos por difamação, ameaças e suposta manipulação de mercado.
O inquérito apura suspeitas de intimidação, monitoramento e pressão contra o gestor após denúncias relacionadas ao mercado financeiro.
Segundo a investigação, elementos reunidos indicariam a existência de um grupo estruturado para constranger o gestor e impedir o avanço das denúncias.
O material também cita a atuação de um grupo chamado “A Turma”, que, segundo a Polícia Federal, utilizaria coação e violência como uma “milícia privada”.
O caso tem conexão com as apurações sobre o Banco Master, o que pode levar à relatoria do ministro André Mendonça no Supremo.
A autorização para compartilhamento do inquérito permite que as provas sejam utilizadas em outros processos e amplia o alcance das investigações.
