Tanure expõe condenações de Timerman após acusações na CPI
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Tanure expõe condenações de Timerman após acusações na CPI

Empresário detalha decisões judiciais contra fundador da Esh e nega vínculo com o Banco Master

O empresário Nelson Tanure. Foto: Reprodução/Redes sociais.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O empresário Nelson Tanure divulgou uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (18) em que rebate as acusações feitas pelo fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado.

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No comunicado, Tanure nega qualquer relação societária com o Banco Master e afirma: “nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master”, acrescentando que manteve com a instituição “apenas relações comerciais legítimas, como cliente, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”.

A resposta também traz uma lista de decisões judiciais envolvendo Timerman, utilizadas para contestar a credibilidade do depoimento prestado à CPI.

Segundo a nota, o fundador da Esh foi condenado por perseguição contra o próprio Tanure, por difamação contra o gestor Daniel Alberini e a pagar indenizações por disseminar “mentiras” sobre o gestor Renoir Vieira e o advogado Algredo Lazzareschi.

O texto ainda afirma que Timerman “é atualmente investigado pelo Ministério Público por ameaçar outro advogado” e também “por ameaçar o ex-presidente da CVM”, além de responder a uma ação civil pública na qual, segundo Tanure, o próprio Ministério Público o acusa de manipular o mercado de valores mobiliários.

Ao destacar esse histórico, o empresário sustenta que o depoimento apresentado no Senado não tem credibilidade.

“Basta uma pequena consulta ao seu histórico judicial para entender a razão pela qual esse indivíduo não desfruta de qualquer credibilidade no mercado”, diz a nota.

Tanure também ressalta sua trajetória no mercado financeiro, afirmando ter “décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários” e que “jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva” no contexto das empresas em que atua ou atuou.

A manifestação ocorre após Vladimir Timerman afirmar, mais cedo, à CPI que Nelson Tanure seria o verdadeiro controlador do Banco Master e que o empresário Daniel Vorcaro atuaria como “pau-mandado”.

As declarações foram feitas no contexto da investigação parlamentar e não foram confirmadas por órgãos reguladores como a CVM e o Banco Central.

Por fim, Tanure afirma confiar nas instituições e no andamento das apurações. “Nelson Tanure reafirma sua confiança nas instituições e no esclarecimento dos fatos no âmbito das investigações em curso”, conclui a nota.

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