A lista de acusados é formada por oficiais da ativa e da reserva do Exército, além de um agente da Polícia Federal
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 11 de novembro o início do julgamento do chamado “Núcleo Três”, composto majoritariamente por militares acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira (6) pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado. Também estão previstas sessões nos dias 12, 18 e 19 de novembro, com encontros matutinos das 9h às 12h e, em alguns dias, também no período da tarde.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados atuaram como o braço operacional da trama golpista, responsável por planejar ações táticas e violentas com o objetivo de interromper a transição democrática após as eleições. Um dos planos atribuídos ao grupo é a operação batizada de “Punhal Verde e Amarelo”, que previa ataques coordenados contra autoridades — entre elas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.
Os réus respondem pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado. Todos negam as acusações.
Quem são os réus:
A lista de acusados é formada por oficiais da ativa e da reserva do Exército, além de um agente da Polícia Federal. São eles:
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Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército
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Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva
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Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército
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Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército
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Márcio Nunes de Resende Jr., coronel do Exército
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Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército
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Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército
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Ronald Ferreira de Araújo Jr., tenente-coronel do Exército
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Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército
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Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal
Nas alegações apresentadas ao STF, a PGR pediu a condenação de nove dos dez integrantes do grupo. A única exceção é o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não há elementos suficientes que comprovem a participação ativa de Ronald na estrutura da organização criminosa por não ter participado de reuniões-chave do grupo. Diante disso, Gonet solicitou que o militar seja julgado apenas por incitação ao crime
Até agora, apenas o chamado “Núcleo Crucial” — composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete ex-integrantes de seu governo — foi levado a julgamento. Todos os réus desse grupo foram condenados.
