STF mantém preso condenado por tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF mantém preso condenado por tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília

O ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília
George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília

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Por Redação

Acusado planejou ação na véspera do Natal de 2022 para causar instabilidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta sexta-feira (5) a prisão preventiva de George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022.

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A decisão foi tomada após a reavaliação obrigatória da prisão preventiva, que deve ocorrer a cada 90 dias, conforme a legislação. George foi preso em 9 de setembro, no Guará, região administrativa do Distrito Federal onde morava, em uma ação da Polícia Federal.

Segundo as investigações, inconformados com a vitória de Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais, George Washington e dois aliados planejaram um atentado com o objetivo de provocar comoção social.

George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília
George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A intenção seria criar um ambiente de instabilidade que justificasse a decretação de estado de sítio e uma intervenção militar no país, o que, segundo o plano, afastaria Lula do poder.

Em setembro de 2023, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou George Washington a 9 anos, 8 meses e 7 dias de prisão.

Ele foi considerado culpado pelos crimes de expor a perigo a vida ou o patrimônio de terceiros, causar incêndio em substância inflamável e porte ilegal de arma de fogo e artefato explosivo ou incendiário.

Posteriormente, parte do processo envolvendo acusações mais graves, como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo, foi enviada ao STF, onde segue sob análise.

A manutenção da prisão preventiva ocorre em meio ao avanço das investigações sobre atos antidemocráticos e tentativas de ruptura institucional após o resultado das eleições de 2022.

Até o momento, a defesa de George Washington não se manifestou sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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