Acusado planejou ação na véspera do Natal de 2022 para causar instabilidade
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta sexta-feira (5) a prisão preventiva de George Washington de Oliveira Sousa, condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022.
A decisão foi tomada após a reavaliação obrigatória da prisão preventiva, que deve ocorrer a cada 90 dias, conforme a legislação. George foi preso em 9 de setembro, no Guará, região administrativa do Distrito Federal onde morava, em uma ação da Polícia Federal.
Segundo as investigações, inconformados com a vitória de Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais, George Washington e dois aliados planejaram um atentado com o objetivo de provocar comoção social.

A intenção seria criar um ambiente de instabilidade que justificasse a decretação de estado de sítio e uma intervenção militar no país, o que, segundo o plano, afastaria Lula do poder.
Ele foi considerado culpado pelos crimes de expor a perigo a vida ou o patrimônio de terceiros, causar incêndio em substância inflamável e porte ilegal de arma de fogo e artefato explosivo ou incendiário.
Posteriormente, parte do processo envolvendo acusações mais graves, como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo, foi enviada ao STF, onde segue sob análise.
A manutenção da prisão preventiva ocorre em meio ao avanço das investigações sobre atos antidemocráticos e tentativas de ruptura institucional após o resultado das eleições de 2022.
Até o momento, a defesa de George Washington não se manifestou sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
