O Supremo Tribunal Federal (STF) editou a gravação de uma fala do procurador-geral da República, Paulo Gonet, feita em 23 de maio durante o depoimento das testemunhas do núcleo 1 da suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele havia deixado o microfone aberto e afirmou que fez “uma cagada” em relação à pergunta direcionada ao ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, testemunha de defesa do almirante Almir Garnier.
No vídeo divulgado pela Corte nesta terça-feira (3), o áudio da fala de Gonet foi abafado por sons que a tornam inaudível. Segundo a Folha, a ordem da edição partiu do ministro Alexandre de Moraes.
Relembre o que aconteceu
Durante o depoimento, Gonet perguntou a Rebelo: “Sem o Exército, a Marinha poderia romper com a normalidade institucional, já que mencionou que a Marinha não tem a mesma capilaridade do Exército?”.
A defesa do almirante, conduzida por Demóstenes Torres, criticou a pergunta, alegando que tinha caráter opinativo. Torres destacou que havia sido repreendido minutos antes por Moraes por fazer um questionamento semelhante. O ministro, então, pediu que Gonet reformulasse.
Ao tentar refazer a pergunta, Gonet, sem perceber que o microfone seguia ligado, disse com a mão sobre a boca: “Fiz uma cagada agora”.
