STF deve analisar suspensão da Lei da Dosimetria apenas no fim da próxima semana
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Justiça

STF deve analisar suspensão da Lei da Dosimetria apenas no fim da próxima semana

Moraes deu prazo para Lula e chefes do Congresso se manifestarem

O atraso ocorre por causa dos prazos processuais estabelecidos pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

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Por Redação

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) só deverá analisar, no fim da próxima semana, a validade da suspensão da chamada Lei da Dosimetria, norma que pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro com penas mais brandas.

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O atraso ocorre por causa dos prazos processuais estabelecidos pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

A partir desta segunda-feira (11), o presidente Lula (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), terão cinco dias para enviar esclarecimentos ao STF. Os ofícios já foram encaminhados pela Corte.

As ações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede, que questionam a constitucionalidade da legislação. Os autores alegam que a norma abre caminho para redução de penas em crimes contra o Estado democrático de direito, criando tratamento mais favorável do que o aplicado a condenados por delitos violentos comuns.

No último sábado (9), Moraes determinou, em decisão individual, a suspensão imediata da lei. A medida atinge diretamente condenados pelos ataques de 8 de janeiro e pode alcançar inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A lei havia sido promulgada na sexta-feira (8) por Alcolumbre, após o Congresso Nacional derrubar veto de Lula ao texto aprovado pelo Legislativo.

Concluído o prazo para manifestação do Executivo e do Congresso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda terão três dias para apresentar pareceres antes que o caso possa ser liberado para julgamento.

Somente após a liberação do relator é que o presidente do STF, Edson Fachin, poderá pautar a análise no plenário da Corte.

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