Operação inclui processos que envolvem Tony Garcia e outros investigado
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (3), uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para apreender arquivos de 18 processos na 13ª Vara Federal de Curitiba, conhecida por conduzir casos da Operação Lava Jato.
Os processos abrangem o período de 2005 a 2014, segundo apuração da RPC.
A decisão, assinada pelo ministro Dias Toffoli, determina que a secretaria da vara forneça suporte total, incluindo acesso a terminais e computadores, para levantar documentos relacionados ao ex-deputado estadual Tony Garcia e outros sete investigados, em sua maioria doleiros.
Entre os materiais requisitados está uma “caixa amarela” que, segundo Garcia, conteria gravações ilegais feitas durante o acordo de colaboração premiada do caso Banestado, em 2004.
Em 2023, Tony Garcia denunciou publicamente ter sido pressionado pelo então juiz Sergio Moro a gravar políticos, magistrados e autoridades, incluindo governadores.

Procuradoria-Geral apura denúncias
Em 2024, a Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para apurar as denúncias.
Em nota, a defesa do senador Moro afirmou que não teve acesso aos autos e classificou as acusações de Garcia como “fantasiosas”, ressaltando que não houve irregularidade nos processos antigos.
Por sua vez, Tony Garcia descreveu a operação como o desfecho de um “árduo caminho” de mais de 20 anos, afirmando que espera que os fatos denunciados resultem em condenações criminais de Moro e integrantes do MPF.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a Justiça Federal do Paraná e o Ministério Público Federal optaram por não se manifestar, citando sigilo sobre o caso.
