Andrei Rodrigues abre a fase de oitivas no dia 18; ouvirá nomes ligados ao sistema penal e ao MP
A CPI do Crime Organizado no Senado Federal entra em uma nova etapa na próxima semana, com foco em ouvir as principais autoridades do país envolvidas no combate às facções criminosas.
A segunda e a terceira reuniões da comissão estão marcadas para os dias 18 e 19 de novembro, e marcam o início das oitivas, momento em que os parlamentares começam a colher informações diretamente de especialistas e agentes públicos.
O destaque da primeira sessão, no dia 18, será o depoimento de Andrei Augusto Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, que abre os trabalhos como a principal autoridade convidada da semana.
Ao lado dele, também prestará esclarecimentos o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.
Ambos devem detalhar as estratégias da corporação no enfrentamento às facções criminosas e os desafios operacionais diante da expansão do crime organizado em vários estados.
A presença de Andrei na CPI é vista como um momento crucial para os senadores entenderem o papel da PF nas ações integradas com as forças estaduais e no controle das fronteiras, uma das frentes mais sensíveis no combate às redes de tráfico e lavagem de dinheiro.
O depoimento também deve abordar a cooperação entre órgãos federais, como o Ministério da Justiça, e a troca de informações de inteligência que alimentam as investigações de grande escala.

No dia seguinte, 19 de novembro, a comissão ouvirá Antônio Glautter de Azevedo Morais, diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras facções.
A ideia é complementar a visão da Polícia Federal com o olhar do sistema prisional e do Ministério Público.
