STF avança interrogatórios contra Bolsonaro e mais sete réus - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF avança interrogatórios contra Bolsonaro e mais sete réus

Foto: Reprodução/YouTube @CNNBrasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O STF encerrou nesta segunda-feira (2) a fase de depoimentos no processo que investiga suposta tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro e outros sete acusados. As oitivas ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho. A partir do dia 9, começam os interrogatórios dos réus.

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O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal 2668, marcou o início dos interrogatórios para o dia 9 de junho, às 14h, com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. As demais audiências seguirão em ordem alfabética, conforme decisão do ministro.

As datas previstas são:

  • 9/6 – Mauro Cid (14h)
  • 10/6 – das 9h às 20h
  • 11/6 – das 8h às 10h
  • 12/6 – das 9h às 13h
  • 13/6 – das 9h às 20h

Os réus são:

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;General Augusto Heleno, ex-GSI;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Após os interrogatórios, acusação e defesa deverão apresentar alegações finais. O prazo para os réus começa 15 dias após a entrega das manifestações da defesa do colaborador.

Depoimentos

Durante as oitivas, houve confirmações de reuniões convocadas por Bolsonaro para discutir a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o uso de uma minuta que poderia reverter o resultado das eleições.

No primeiro dia, o general Freire Gomes afirmou nunca ter dado voz de prisão a Bolsonaro. Dois dias depois, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, disse o contrário: que Freire ameaçou prender o ex-presidente caso insistisse em medidas para impedir a posse de Lula.

Alexandre de Moraes também discutiu com Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff. Durante o depoimento, Moraes ameaçou prender Rebelo que prestou depoimento como testemunha de defesa de Almir Garnier.

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