O STF encerrou nesta segunda-feira (2) a fase de depoimentos no processo que investiga suposta tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro e outros sete acusados. As oitivas ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho. A partir do dia 9, começam os interrogatórios dos réus.
O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal 2668, marcou o início dos interrogatórios para o dia 9 de junho, às 14h, com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. As demais audiências seguirão em ordem alfabética, conforme decisão do ministro.
As datas previstas são:
- 9/6 – Mauro Cid (14h)
- 10/6 – das 9h às 20h
- 11/6 – das 8h às 10h
- 12/6 – das 9h às 13h
- 13/6 – das 9h às 20h
Os réus são:
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;General Augusto Heleno, ex-GSI;
- Jair Bolsonaro, ex-presidente;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Após os interrogatórios, acusação e defesa deverão apresentar alegações finais. O prazo para os réus começa 15 dias após a entrega das manifestações da defesa do colaborador.
Depoimentos
Durante as oitivas, houve confirmações de reuniões convocadas por Bolsonaro para discutir a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o uso de uma minuta que poderia reverter o resultado das eleições.
No primeiro dia, o general Freire Gomes afirmou nunca ter dado voz de prisão a Bolsonaro. Dois dias depois, o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, disse o contrário: que Freire ameaçou prender o ex-presidente caso insistisse em medidas para impedir a posse de Lula.
Alexandre de Moraes também discutiu com Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff. Durante o depoimento, Moraes ameaçou prender Rebelo que prestou depoimento como testemunha de defesa de Almir Garnier.
