Após ameaça de prisão, Aldo Rebelo reage a Moraes: “tentativa de intimidação” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Após ameaça de prisão, Aldo Rebelo reage a Moraes: “tentativa de intimidação”

Reprodução

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Por Redação

O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo classificou como “anomalia” e “tentativa de intimidação” a ameaça de prisão feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante seu depoimento como testemunha no processo sobre a suposta trama golpista ligada ao 8 de Janeiro.

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A ameaça ocorreu na última sexta-feira (23), após um bate-boca entre Moraes e Rebelo durante a audiência. O ex-ministro foi arrolado pela defesa do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, réu por suposta participação no plano para impedir a posse do presidente Lula.

Recebi como uma anomalia própria dos tempos difíceis que estamos vivendo. Evidentemente, foi uma tentativa de intimidação de testemunha”, disse Rebelo ao jornal Estadão. “Minha geração lutou contra a repressão do regime militar, quando isso representava um risco para a própria vida. Não tenho o direito de me intimidar em plena democracia.

A confusão começou quando Rebelo defendeu a declaração de Garnier sobre deixar tropas “à disposição” do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a frase não poderia ser interpretada de forma literal. “Na língua portuguesa, usamos a força da expressão. Quando alguém diz ‘estou frito’, não quer dizer que está numa frigideira.

Moraes então interrompeu: “O senhor estava na reunião quando o almirante Garnier falou essa expressão?” Rebelo disse que não. Moraes retrucou: “Então o senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento. Atenha-se aos fatos.”

Rebelo reagiu: “A minha apreciação da língua portuguesa é minha, e não admito censura.” Moraes respondeu: “Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato.

Em nova crítica ao Supremo, Rebelo afirmou: “Não há como esperar civilidade e deferência quando esses gestos foram sacrificados no altar da prepotência e da ignorância.

Ele também comparou os métodos do Judiciário contra os investigados do 8 de Janeiro aos usados em operações contra governos petistas: “Não vejo nenhuma diferença entre os absurdos praticados contra os investigados dos governos do PT e os métodos usados contra os acusados do 8 de Janeiro.”

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