STF identifica "múltiplos acessos" ilegais a dados de ministros e parentes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF identifica “múltiplos acessos” ilegais a dados de ministros e parentes

Corte diz que informações foram usadas para criar “suspeitas artificiais”;

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta terça-feira (17) uma nota pública após operação da Polícia Federal (PF) que investiga o vazamento de informações sigilosas de ministros da Corte, do procurador-geral da República e familiares.

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Segundo o tribunal, apurações preliminares identificaram repetidos acessos sem justificativa funcional ao sistema da Receita Federal do Brasil, seguidos da divulgação dos dados a terceiros.

De acordo com o comunicado, o material teria sido utilizado de forma fragmentada e fora de contexto para gerar questionamentos públicos contra autoridades. A Corte afirmou que a situação “não se limita à violação individual do sigilo fiscal”, pois a divulgação seletiva das informações foi instrumentalizada para produzir “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.

Desdobramento do inquérito das fake news

A investigação integra medidas relacionadas ao inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a operação.

O tribunal também citou o vazamento de dados do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e informou que a apuração continuará sob responsabilidade da PF.

Servidores investigados

A nota tornou públicos os nomes dos alvos, até então mantidos sob sigilo:

  • Luiz Antônio Martins Nunes — empregado do Serpro
  • Luciano Pery Santos Nascimento — técnico de seguro social
  • Ruth Machado dos Santos — técnica de seguro social
  • Ricardo Mansano de Moraes — auditor-fiscal

Eles deverão prestar depoimento nos próximos dias.

Medidas cautelares

Por determinação do STF, foram impostas medidas como:

  • busca e apreensão domiciliar e pessoal
  • quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático
  • uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno
  • afastamento das funções públicas e bloqueio de acesso aos sistemas
  • proibição de deixar o país e cancelamento de passaportes

Segundo o tribunal, o objetivo é preservar as provas enquanto a investigação avança para esclarecer a origem e o destino das informações vazadas.

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