Sóstenes leva pedra à Câmara e ironiza proposta de rendição com meios não letais - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Sóstenes leva pedra à Câmara e ironiza proposta de rendição com meios não letais

Sóstenes classificou a ideia como "absurda"
Sóstenes classificou a ideia como "absurda". Foto: Natanael Alves/ Câmara dos Deputados

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Parlamentar criticou sugestão de professora fluminense sobre a megaoperação

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) levou uma pedra à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (5) para criticar propostas que defendem o uso de meios não letais para policiais enfrentarem criminosos armados.

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O gesto foi uma referência à declaração da socióloga Jacqueline Muniz, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), que sugeriu que criminosos armados poderiam ser rendidos até com pedras.

“Hoje eu trouxe a nova ‘arma’ que, segundo alguns, as polícias civis, militares e federal do Brasil deveriam usar. Acabem com os fuzis e usem isso aqui que vai resolver o problema”, ironizou o parlamentar à imprensa.

Sóstenes classificou a ideia como “absurda”. Segundo ele, quem está com fuzil pronto para enfrentar a polícia só pode ser enfrentado por outro policial bem treinado e armado.

“É uma vergonha ouvir alguém sugerir que voltemos aos tempos de pedras e paus para combater criminosos.”

Ao se dirigir ao plenário, Sóstenes Cavalcante criticou propostas que visam criar benefícios para familiares de traficantes mortos, classificando a medida como “bolsa traficante”.

As declarações ocorrem após a Operação Contenção, realizada pelo governo do Rio de Janeiro em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais.

O presidente Lula classificou a ação como uma “matança” e “desastrosa” e anunciou que o governo federal conduzirá uma investigação paralela para apurar as circunstâncias das mortes.

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