O líder do PL atacou Alexandre de Moraes, falou em “sanha persecutória” contra os Bolsonaro e defendeu o relator Derrite no PL do Terrorismo
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou em entrevista ao site de Cláudio Dantas que o partido vai insistir na proposta de anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro, mesmo diante de resistências no Congresso.
Ele declarou que, caso o relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) proponha apenas redução de penas, o PL apresentará um destaque de preferência pela anistia total.
“Se o texto do Paulinho não contemplar a anistia, vamos apresentar o nosso destaque e o plenário decidirá. Tenho confiança de que teremos votos suficientes”, afirmou o deputado.
Sóstenes classifica Alexandre de Moraes como perseguição política
Sóstenes também comentou as investigações que envolvem a família Bolsonaro e classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como perseguição política.
“Há uma sanha do ministro em perseguir a família Bolsonaro e parlamentares da direita. O STF não mantém presos os chefes de facções, mas persegue políticos conservadores”, criticou o líder do PL. “Essa perseguição será um revés para os nossos algozes na eleição de 2026.”
Questionado sobre um possível racha entre Eduardo Bolsonaro e Caroline de Toni, após uma troca de mensagens públicas entre os dois, Cavalcante minimizou o episódio e disse que divergências internas não enfraquecem o partido.
“Quem é de direita não usa máscara. A gente se desentende em público, mas também se reconcilia em público. Logo estarão juntos em uma live”, ironizou.

O deputado também defendeu que o deputado federal Derrite (PL-SP) permaneça como relator do projeto que trata da criminalização de facções como organizações terroristas, tema que divide a Câmara e o governo.
“Derrite tem autoridade técnica. Foi secretário de Segurança em São Paulo e enfrenta o PCC de frente. Não aceitaremos um relator alinhado ao governo, que romantiza o crime”, afirmou.
Cavalcante rebateu as críticas do governo, que vê risco de interferência externa com a classificação de grupos criminosos como terroristas. Para ele, a cooperação internacional é necessária no combate ao crime organizado.
“A maioria dos fuzis apreendidos no Rio não é fabricada no Brasil. Precisamos de inteligência unificada e colaboração internacional. O governo precisa parar de ideologizar o debate e enfrentar a insegurança que castiga o povo brasileiro, especialmente no Nordeste”, disse.
O líder do PL encerrou a entrevista afirmando que a direita “virá mais forte do que nunca” em 2026, e que a reação do eleitorado será a resposta “aos algozes” do campo conservador.
