Servidora pede a Moraes acesso a e-mail da Receita em caso de vazamento
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Servidora pede a Moraes acesso a e-mail da Receita em caso de vazamento

Defesa aponta existência de “prova decisiva” e aguarda análise de habeas corpus no STF

Investigada por suposto acesso a dados ligados à esposa de Alexandre de Moraes, servidora pede acesso ao sistema da Receita para apresentar “prova decisiva”
Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Victor Piemonte/STF

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Por Redação

A defesa da servidora Ruth Machado dos Santos, investigada por suposto acesso a dados da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, aguarda análise de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo levantamento, os pedidos apresentados pela defesa seguem com status de “protocolado”, sem apreciação.

No dia 17, os advogados requereram habilitação nos autos e acesso ao processo. Em 20 de fevereiro, protocolaram nova petição solicitando a revogação das medidas cautelares e acesso ao e-mail institucional da servidora na Receita Federal do Brasil.

Caso o acesso direto não seja autorizado, a defesa pediu o espelhamento da conta. Sustenta que ali estariam provas “decisivas”, incluindo mensagem que, segundo a servidora, foi enviada à Receita antes da operação da Polícia Federal.

Ruth afirma que respondeu formalmente a questionamentos internos e apresentou documentos indicando que, no dia e horário apontados pela auditoria, estava em atendimento presencial a contribuinte na unidade da Receita no Guarujá (SP). Ela nega ter consultado dados da advogada e afirma que não compartilhou login ou senha.

Apesar das justificativas internas, a servidora foi alvo de busca e apreensão na terça-feira de Carnaval. Foi afastada do cargo, teve objetos recolhidos, perdeu acesso aos sistemas e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

O caso integra o Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news, que apura possível acesso e vazamento de informações de ministros do STF e familiares. Além de Ruth, outros três servidores são investigados.

Manifestação da OAB

O Ordem dos Advogados do Brasil enviou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando a conclusão de investigações de longa duração, incluindo o inquérito das fake news.

No documento, a entidade afirma que a proteção da democracia deve observar o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.

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