Ao Senado, Messias diz que atuará com imparcialidade no STF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Ao Senado, Messias diz que atuará com imparcialidade no STF

Indicação foi formalizada após mais de quatro meses de demora

Jorge Messias-AGU
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, enviou ao Senado Federal documentação necessária para a análise de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado ontem (1º) à Casa Alta.

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Na carta, Messias afirma cumprir os requisitos constitucionais para o cargo e defende a separação entre os Poderes como princípio central da função. Também se compromete a atuar com independência e imparcialidade na Corte.

Indicado por Lula (PT) ao Supremo, Messias teve o nome formalizado ontem (1º), mais de quatro meses após o anúncio da escolha, feito em novembro do ano passado. O petista demorou pois o Senado resiste ao nome do AGU.

A carta de Messias integra a mensagem presidencial e segue o padrão das indicações ao STF. O advogado declara possuir “notório saber jurídico e reputação ilibada” e afirma não incorrer em nepotismo nem ter pendências legais.

Ao apresentar sua visão sobre o cargo, escreveu: “Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes”.

Messias também destacou valores pessoais, incluindo a fé evangélica: “Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição e observância à Lei Orgânica da Magistratura Nacional, guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil”.

Ao descrever sua trajetória, citou passagens pelo Executivo e a atuação à frente da AGU, que classificou como voltada à “defesa do Estado e das instituições”.

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