Senado avança para votar reforma da Lei do Impeachment
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Senado avança para votar reforma da Lei do Impeachment

O Senado Federal se prepara para votar, na próxima quarta-feira (10), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto de lei que reformula a Lei do Impeachment, em vigor desde 1950.
O Senado Federal se prepara para votar na CCJ, o projeto de lei que reformula a Lei do Impeachment. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Por Redação

CCJ deve analisar projeto de Rodrigo Pacheco na próxima quarta (10)

O Senado Federal se prepara para votar, na próxima quarta-feira (10), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto de lei que reformula a Lei do Impeachment, em vigor desde 1950.

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A proposta, de autoria do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está parada na Casa desde agosto de 2023 e volta à pauta em um momento de forte tensão entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal.

A redação do texto contou com participação ativa do atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, logo após sua saída do STF e antes de assumir o cargo no governo federal.

À época, o tema foi amplamente debatido em pelo menos dez audiências públicas promovidas pela CCJ, com a participação de juristas e especialistas em direito constitucional.

Em entrevista à CNN, o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), confirmou que colocará em votação o relatório do senador Weverton Rocha (PDT-MA) na próxima quarta-feira.

A decisão, segundo ele, foi tomada em conjunto com o relator, após consulta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O avanço do projeto ocorre dias depois da liminar do ministro Gilmar Mendes, decano do STF, que restringiu a abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte à Procuradoria-Geral da República.

A medida gerou forte reação no Congresso, mas Otto Alencar negou qualquer intenção de confronto com o Judiciário.

“Não é uma resposta. Não é confronto com o Supremo. Trata-se de atender o que a Constituição quer. Não estou estimulando desavença com Gilmar Mendes. Apenas vamos atualizar uma lei antiga. Foi um erro não ter feito isso antes”, declarou o senador.

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