Senado argentino aprova reforma trabalhista de Milei
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Senado argentino aprova reforma trabalhista de Milei

Texto passou por 42 votos a 30 e segue para análise da Câmara dos Deputados

Senado da Argentina aprova reforma trabalhista de Javier Milei após 13 horas de debate. Projeto flexibiliza regras de contratação e limita direito de greve.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) o projeto de reforma trabalhista proposto pelo presidente Javier Milei. A proposta é considerada central na agenda econômica do governo.

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Após mais de 13 horas de debate, o texto foi aprovado por 42 votos a 30. O projeto segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Em comunicado divulgado após a votação, Milei afirmou:

“Esta lei representa um ponto de virada na história trabalhista argentina”, classificando-a como uma “transformação profunda” destinada a reduzir a burocracia e atualizar normas que considera ultrapassadas diante das mudanças econômicas e tecnológicas.

Senadores da oposição afirmaram que o pacote compromete direitos trabalhistas consolidados.

O que muda com a reforma

A proposta flexibiliza regras de contratação e altera o sistema de férias. Também permite a ampliação da jornada padrão de trabalho de oito para até doze horas, além de autorizar o pagamento de salários em moeda estrangeira.

O texto estabelece novos limites ao direito de greve, fixando exigências mínimas para manutenção de serviços durante paralisações.

A reforma simplifica o cálculo da indenização por demissão, excluindo bônus que não integravam o salário regular da base de cálculo. A medida reduz custos para empregadores.

Antes da aprovação, os senadores retiraram do projeto a redução da alíquota do imposto de renda de 35% para 31%, após pedido de governadores provinciais.

Foi mantida a obrigação de desconto automático das contribuições sindicais pelos empregadores. O governo também excluiu a autorização para pagamento de salários por carteiras virtuais, após resistência do setor bancário.

Durante o debate, manifestantes entraram em confronto com a polícia em frente ao Congresso, com registro de lançamento de coquetéis molotov. Serviços públicos foram afetados em Buenos Aires.

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