Esforço concentrado não avança e novas sabatinas ficam para a próxima semana
O Senado aprovou apenas sete das 22 indicações para diretorias de agências reguladoras e órgãos do Judiciário. A falta de quórum interrompeu o esforço concentrado iniciado para destravar nomeações pendentes desde dezembro de 2024.
Entre os aprovados estão: Patrícia Barcellos (Ancine), Carlos Brandão e Marluce Caldas (STJ), Verônica Abdalla Sterman (STM), Fabiana Costa Oliveira, Ivana Lúcia Franco e Greice Fonseca Stocker (CNMP).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que haverá nova sessão para votar os nomes restantes. Até a próxima semana, a Casa deve analisar 35 indicações.
Marluce Caldas, tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), foi aprovada com 64 votos favoráveis e nenhuma oposição. A advogada Verônica Sterman tornou-se a segunda mulher da história a integrar o STM. Sua indicação foi alvo de questionamentos na Comissão de Constituição e Justiça, que incluiu debate sobre experiência militar e dados de currículo.
A pauta das sabatinas foi afetada por ações de obstrução da oposição e pela ausência de sessões na comissão de Infraestrutura, responsável por indicações à ANP e à Aneel. Treze nomes de agências reguladoras seguem pendentes.
Na Comissão de Assuntos Sociais, foram aprovados Wadih Damous (ANS), Leandro Safatle (Anvisa), Daniela Cerqueira (Anvisa) e Thiago Cardoso (Anvisa). Os nomes aguardam deliberação em plenário antes da nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Anvisa, que regula mais de 20% do PIB, opera atualmente com duas diretorias efetivas e uma vaga interina. A agência solicitou mais de mil cargos ao governo, que autorizou a criação de 129 novas vagas em maio.
