Senado adia votação do PL Antifacção
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Senado adia votação do PL Antifacção

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação do projeto que estabelece o marco legal de combate ao crime organizado, conhecido como PL Antifacção.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação do projeto que estabelece o marco legal de combate ao crime organizado, conhecido como PL Antifacção. Foto: Senado Federal

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Por Redação

Relator apresenta versão mais dura contra o crime organizado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, nesta quarta-feira (3), a votação do projeto que estabelece o marco legal de combate ao crime organizado, conhecido como PL Antifacção. A análise foi remarcada para o próximo dia 10.

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O relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou uma versão reformulada do texto aprovado pela Câmara, adotando medidas mais duras e detalhadas para combater facções criminosas, milícias e organizações.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Agência Senado

Segundo ele, a proposta visa modernizar a Lei das Organizações Criminosas, evitando brechas jurídicas que poderiam favorecer criminosos.

Entre os pontos centrais do projeto, destacam-se: aumento das penas, que podem chegar a 60 anos para líderes de grupos criminosos, progressão de regime mais rigorosa, cumprimento de penas em presídios federais de segurança máxima e monitoramento de visitas e comunicações de presos ligados a organizações criminosas.

O relator também propôs um tributo sobre apostas online (bets), a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Bets), com alíquota de 15%, destinado a financiar investimentos em segurança pública e no sistema penitenciário. Vieira estimou que o novo tributo pode gerar até R$ 30 bilhões por ano. “Trata-se do maior investimento em segurança pública feito na história do país”, afirmou.

O projeto ainda prevê a criação de um banco nacional de dados de criminosos e empresas ligadas a facções, a implantação de forças-tarefas integradas de investigação, ampliação da atuação de delatores como infiltrados, e mecanismos para proteger jurados e testemunhas em julgamentos.

Vieira ressaltou que a proposta representa a “resposta mais dura que esse país já deu contra o crime organizado”, destacando a infiltração de grupos criminosos em diversas esferas de poder.

“O crime organizado não é apenas a materialização do pobre na favela, com fuzil. É uma estrutura econômica poderosa, infiltrada em todos os ramos do poder dentro e fora do país”, afirmou.

Com a tramitação adiada, a expectativa é que o Senado discuta o projeto detalhadamente, conciliando segurança jurídica e medidas de controle efetivo sobre organizações criminosas, milícias e facções.

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