Pasta afirmou ao STF que erros foram pontuais e não afetaram vistorias
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal enviou hoje (25) esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre falhas nos relatórios de vistoria de veículos que circularam na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar.
As inconsistências se referem ao dia 12 de setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Em dois registros feitos, a polícia penal não identificou os ocupantes de veículos que entraram e saíram do imóvel.

Em resposta, a Secretaria afirmou que as vistorias foram feitas, mas a identificação nominal não foi registrada nos relatórios. A pasta destacou que os veículos eram ocupados por seguranças da equipe do ex-presidente e que imagens anexadas ao sistema confirmam a presença deles.
A Seap explicou que, às 13h16, dois seguranças saíram do imóvel em um Jeep Compass e foram registrados apenas como “pessoas”. Eles retornaram dez minutos depois com outro segurança. Às 16h22, outro veículo deixou a residência, mas o relatório não mencionou que apenas seguranças estavam a bordo, e não houve imagens da vistoria.

O órgão informou que um dos agentes precisou buscar as gravações diretamente na administração do Condomínio Solar de Brasília, que só disponibilizou o material após consulta jurídica.
Segundo o relatório, “a ausência de identificação nominal nos eventos mencionados não comprometeu o objetivo principal da vistoria veicular”.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por decisão de Moraes, após descumprimento de medidas cautelares. O monitoramento foi reforçado depois da revelação de um possível plano de fuga para a Argentina. A casa do ex-presidente é vigiada 24 horas por policiais penais.
