EUA e Israel concordam em eliminar grupo para encerrar conflito
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, reuniram-se hoje (15) em Jerusalém para discutir ataques recentes de Israel em Doha, capital do Qatar. O bombardeio teve como alvo o grupo de negociação do Hamas para o fim do conflito na Faixa de Gaza.
Rubio conversou com Netanyahu para avaliar os próximos passos de Israel em Gaza e o interesse em manter o Qatar como mediador. Os líderes concordaram que a única forma de encerrar a guerra é eliminar o Hamas e liberar os 48 reféns, dos quais cerca de 20 podem estar vivos.
Sobre o Hamas, Rubio declarou: “não haverá paz nessa região porque eles não são agentes da paz. Eles são agentes da barbárie”. Netanyahu reconheceu o apoio norte-americano: “Vocês estão conosco diante do terror”.
Rubio planeja visitar o Qatar na terça-feira (16.set) para apaziguar tensões entre Israel e o país, ambos aliados dos EUA.
Em publicação na Truth Social, plataforma criada por Donald Trump, o presidente dos EUA afirmou que o ataque em Doha “foi uma decisão tomada pelo primeiro-ministro Netanyahu, não foi decidido por mim”.
Segundo o Hamas, o bombardeio matou ao menos cinco integrantes do baixo escalão. Rubio não respondeu diretamente sobre a postura dos EUA frente aos ataques, e Netanyahu não indicou redução da ofensiva israelense.
A visita de Rubio teve como objetivo mostrar apoio a Israel diante de possível condenação na próxima Assembleia Geral da ONU. França, Reino Unido e Canadá se manifestaram a favor do reconhecimento do Estado palestino. Rubio afirmou que essas posições “são um impedimento para paz” e que “o único impacto que elas têm é fazer o Hamas se sentir mais encorajado”.
