O ministro da defesa de Israel classificou o ataque ao hospital como “crime de guerra”
Após o bombardeio iraniano que atingiu um hospital em Bersheba nesta quinta-feira (19), Benjamin Netanyahu declarou que o país “vai cobrar o preço total dos tiranos de Teerã“. O primeiro-ministro de Israel também prometeu uma reposta forte aos bombardeios desta madrugada, que deixaram ao menos 65 feridos em todo o país.
A ofensiva, que marcou o primeiro ataque direto a uma instalação médica desde o início da recente escalada de conflitos, causou danos significativos ao Hospital Soroka.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que ele e Netanyahu ordenaram ao exército um aumento na “intensidade dos ataques contra alvos estratégicos no Irã e alvos governamentais em Teerã“.
Katz justificou a intensificação das ações com o objetivo de “remover as ameaças ao Estado de Israel e desestabilizar o regime dos aiatolás“. O ministro também classificou os ataques iranianos, especialmente o que atingiu o hospital, como “crimes de guerra“, ressaltando que o direito internacional proíbe atacar instalações médicas, salvo em raras exceções.
A mídia estatal iraniana alegou que o alvo principal do ataque foi uma base militar próxima ao hospital, um quartel-general das Forças de Defesa de Israel, e que a unidade de saúde teria sido afetada apenas por “ondas de choque“.
