Ministro de Israel ataca Lula: 'antissemita'
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Ministro de Israel chama Lula de ‘antissemita apoiador do Hamas’

Israel Katz ataca Lula

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Por Isac Mascarenhas

Itamaraty chama ataque de inaceitável e acusa novamente país de genocídio em Gaza

As relações diplomáticas entre Brasil e Israel atingiram um novo ponto de tensão nesta terça-feira (26) após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fazer uma crítica ao presidente Lula. Em uma publicação nas redes sociais escrita em português, Katz acusou Lula de ser um “antissemita declarado e apoiador do Hamas”, comparando-o ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

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Usando uma imagem gerada por inteligência artificial de Lula sorridente ligado a cordas de marionete controlada por Khamenei, Katz escreveu uma série de críticas ao brasileiro. O ministro marcou diretamente o perfil do brasileiro.

“Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”

A fala de Katz surge em meio a uma série de atritos, sendo o mais recente a decisão de Israel de “rebaixar” suas relações diplomáticas com o Brasil.

O Itamaraty respondeu o ataque nesta tarde, também por meio das redes sociais, afirmando que Katz proferiu “habituais ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis contra o Brasil e Lula”.

“Como Ministro da Defesa, o senhor Katz não pode se eximir de sua responsabilidade, cabendo-lhe assegurar que seu país não apenas previna, mas também impeça a prática de genocídio contra os palestinos”, diz a publicação.

 O Ministério das Relações Exteriores israelense também anunciou que retirou a indicação de seu embaixador em Brasília, Gali Dagan, após o Itamaraty deixar o pedido de aprovação (“agrément”) em análise sem uma resposta definitiva.

O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, defendeu a atitude do governo brasileiro, explicando que a ausência do agrément é uma resposta direta à “humilhação pública” sofrida pelo embaixador brasileiro Frederico Meyer no ano de 2024.

Na ocasião, o ministro Katz levou Meyer ao Museu do Holocausto depois que Lula comparou a resposta militar de Israel em Gaza com as ações de Adolf Hitler, um incidente que causou um estremecimento na relação bilateral.

Após o episódio, Meyer foi chamado de volta pelo governo Lula, que não indicou substituto até hoje. Além do embaixador, outras 14 autoridades brasileiras saíram de Israel.

O Brasil, embora tenha condenado o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, tem sido um crítico da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que gerou duras críticas na comunidade internacional.

O governo brasileiro, segundo Amorim, é contra as políticas do premiê Benjamin Netanyahu, classificando as ações como uma “barbaridade” e um “genocídio”, e reforça que não é “contra Israel”.

Nesta terça-feira (26), durante a reunião ministerial, Lula voltou a criticar as ações de Israel em Gaza, classificando como genocídio. O pestista afirmou que crianças estão passando fome e que a ONU “não faz nada”.

Com a retirada da indicação israelense e a vacância do posto brasileiro em Tel Aviv desde maio de 2024, as representações diplomáticas entre os dois países agora operam em um patamar inferior.

Assista a análise feita no programa de hoje:

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