“Rio virou Gotham City”, diz advogado do PSD ao defender voto direto no STF
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Justiça

“Rio virou Gotham City”, diz advogado do PSD ao defender voto direto no STF

Thiago Boverio criticou o modelo indireto e defendeu a participação popular no pleito tampão

Thiago Boverio, advogado do PSD. Foto: Reprodução/ TV Justiça.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir as regras para a sucessão no governo do Rio de Janeiro, o advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, comparou o cenário político do estado à cidade fictícia de Gotham City.

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A declaração foi feita nesta quarta-feira (8), durante sustentação oral na Corte, em meio à discussão sobre qual modelo deve ser adotado para a escolha do novo governador: eleição direta, com participação dos eleitores, ou eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ao defender o voto direto, Boverio utilizou a metáfora para criticar a alternativa indireta. Ele afirmou: “Se for indireta, mais fácil eleger o Coringa do que o Batman”, ao sugerir que esse modelo poderia favorecer acordos políticos em detrimento da escolha popular.

A referência a Gotham City remete ao universo das histórias do personagem Batman, que atua em defesa de uma cidade marcada por corrupção e desordem, frequentemente ameaçada pelo vilão Coringa.

O julgamento trata do chamado mandato-tampão, que será exercido até o fim do atual período de governo. O caso chegou ao STF após questionamentos do PSD sobre a forma de preenchimento da vaga no Executivo estadual.

Atualmente, o governo do Rio está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. A situação decorre da renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que ocorreu na véspera de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na cassação de seu mandato.

A sucessão no estado também é impactada pela ausência de outras autoridades na linha de substituição, o que aumenta a complexidade da definição sobre quem deve assumir o cargo até a realização de novas eleições.

No STF, os ministros analisam qual regra deve prevalecer: a Constituição estadual, que admite eleição indireta em determinadas situações, ou o Código Eleitoral, que pode determinar votação direta conforme o contexto da vacância.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou a favor da realização de eleição direta, defendendo que a origem da vacância do cargo está relacionada a decisão da Justiça Eleitoral, o que justificaria a consulta ao voto popular.

O julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (9).

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