Medida prevê R$ 17 bilhões à União em 2026
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da MP do IOF, afirmou que líderes do PP, União Brasil e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), ligaram a parlamentares pedindo votos contra a medida.
Zarattini declarou à Globonews que “a discussão agora não é mais sobre o texto, mas sobre o acordo de votação” e criticou a “quebra de compromisso” durante a análise da MP na comissão mista.
“Negociação, nós fizemos tudo que era possível. Agora nós precisamos que essas pessoas tenham palavra, honrem sua palavra, e votem favoravelmente a esse texto”, disse o relator.
A MP caduca nesta quarta-feira (8), às 23h59. Se não for aprovada pela Câmara e pelo Senado até o fim do dia, perde validade e o governo deixará de arrecadar cerca de R$ 10 bilhões neste ano e R$ 17 bilhões em 2026.
O texto busca recompor receitas após recuos em aumentos do IOF definidos por decreto em maio. A comissão aprovou a medida por 13 votos a 12, sob pressão do Centrão e da bancada do agronegócio.
Entre as concessões feitas pelo governo, o relatório de Zarattini retirou o aumento da taxação sobre bets (de 12% para 18%) e manteve a isenção para Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). A tributação de fintechs, fixada em 15%, segue como principal ponto de impasse.
Integrantes da base afirmam que é preferível aprovar uma versão desidratada do texto a perder totalmente a arrecadação prevista. Mesmo assim, o governo enfrenta resistência do Centrão e da bancada ruralista, que votaram majoritariamente contra a MP.
