PT vive racha em sete estados antes de eleições internas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PT vive racha em sete estados antes de eleições internas

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Por Redação

O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta uma crise interna às vésperas das eleições para os diretórios regionais, que acontecem em julho. A legenda, já fragmentada nacionalmente, se divide em pelo menos sete estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Piauí. O clima de disputa coloca em xeque a unidade do partido e expõe a guerra de interesses entre aliados do governo Lula.

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No Rio, o racha opõe o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, ao grupo dos deputados Lindbergh Farias e Benedita da Silva. Quaquá, que antes apoiava Fabiano Horta, agora quer emplacar seu filho, Diego Zeidan, no comando do diretório estadual. A movimentação gerou atritos, com a ala mais à esquerda defendendo a deputada estadual Elika Takimoto. Quaquá ainda se desgasta por ter saído em defesa dos irmãos Brazão, presos pelo assassinato de Marielle Franco, cuja irmã, Anielle Franco, é ministra do governo petista.

Em São Paulo, o deputado federal Kiko Celeguim, atual presidente estadual, enfrenta resistência dentro da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). A deputada Professora Bebel articula para substituí-lo, reeditando disputas internas do passado. A tensão também atinge o Paraná, onde o deputado estadual Arilson Chiorato, aliado de Gleisi Hoffmann, tenta segurar o cargo diante do avanço de Zeca Dirceu. O filho do ex-ministro José Dirceu vê na presidência do diretório um trampolim para disputar o Senado. O presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, também quer entrar na briga.

Em Pernambuco, o PT se divide entre os grupos dos senadores Humberto Costa e Teresa Leitão. Enquanto Costa se aproxima da governadora Raquel Lyra (PSDB), Teresa fortalece laços com o prefeito de Recife, João Campos (PSB). A disputa deve colocar frente a frente Sérgio Goiana, apoiado por Costa, e um nome ainda indefinido do grupo de Leitão.

No Ceará, a rivalidade entre o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e a deputada Luizianne Lins segue intensa. Leitão quer o ex-deputado Antônio Carlos à frente do diretório, enquanto Luizianne ainda define seu candidato.

O cenário revela um PT fragilizado internamente, com caciques brigando pelo controle da máquina partidária em meio à queda de popularidade de Lula. As eleições internas serão um termômetro para medir até onde o partido conseguirá manter sua estrutura intacta diante dos embates e ambições pessoais.

 

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