Presidente eleito da Alerj articula ida ao STF para discutir sucessão no RJ
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Presidente eleito da Alerj articula ida ao STF para discutir sucessão no RJ

Deputado diz que buscará diálogo institucional e não descarta assumir o governo interinamente diante de impasse jurídico

Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir governo do Rio
Foto: Divulgação

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Por Redação

Recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas afirmou que pretende levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a discussão sobre a linha sucessória no estado. Segundo ele, a medida busca esclarecer se há respaldo jurídico para que assuma o comando do Executivo de forma interina.

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Após a votação, o parlamentar disse que pretende dialogar com o atual governador em exercício, Ricardo Couto, antes de qualquer decisão.

“Nós vamos buscar o diálogo tanto com o governador em exercício quanto com o Supremo Tribunal Federal para entendermos os prazos em que deve acontecer essa decisão”, afirmou.

Ruas destacou que a Constituição prevê a substituição do chefe do Executivo pelo presidente do Legislativo em determinadas circunstâncias.

“É óbvio que a Constituição Federal e a Constituição Estadual replicam os mesmos moldes para que o presidente do Poder Legislativo seja o segundo na linha sucessória”, disse.

O deputado classificou o momento político como incomum e admitiu a possibilidade de assumir o governo, caso haja respaldo legal.

“Se eu assumir como governador em exercício, vamos aproveitar o que já foi feito e aperfeiçoar o que for necessário. Sem dúvida, é um grande desafio para o Estado do Rio de Janeiro, especialmente em relação às contas públicas”, declarou.

A eleição ocorre em meio a disputas judiciais sobre as regras para o chamado mandato-tampão no estado. No STF, ações questionam tanto o modelo aprovado pela Assembleia quanto a forma de escolha do novo governador, com pedidos para adoção de votação direta.

Nos bastidores, aliados indicam que Douglas Ruas pode recorrer à Justiça para assegurar o cumprimento da linha sucessória prevista na Constituição, caso o impasse se prolongue.

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