Índice recua para 31,6% no primeiro semestre sob governo Milei
O Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) divulgou nesta quinta-feira (25) os dados de pobreza e indigência nos 31 principais aglomerados urbanos do país. Os índices registraram o menor patamar desde 2018.
No primeiro semestre deste ano, 31,6% da população urbana da Argentina estava em situação de pobreza, enquanto 6,9% se encontrava em condição de indigência.
Os números representam queda em relação ao segundo semestre de 2024, quando os índices eram de 38,1% e 8,2%.
De acordo com o portal Infobae, o índice de pobreza é o mais baixo desde o primeiro semestre de 2018, quando havia sido de 27,3%. Já a indigência ficou no menor nível desde o segundo semestre de 2018, quando registrou 6,7%.
Segundo o Indec, a linha da indigência é superada quando a renda domiciliar cobre o custo de uma cesta de alimentos suficiente para atender às necessidades energéticas e proteicas. A linha da pobreza é ultrapassada quando, além da cesta básica, a renda permite custear outros bens e serviços, como transporte, saúde, educação e vestuário.
Política econômica da Argentina chama atenção
O Banco Mundial anunciou nesta semana (dia 23) a liberação de US$ 4 bilhões para a Argentina nos próximos meses. O financiamento integra um pacote de US$ 12 bilhões divulgado em abril e tem como objetivo apoiar o programa de reformas do presidente Javier Milei.
O comunicado da instituição destaca “forte confiança” nas medidas do governo argentino para modernizar a economia, ampliar investimentos externos e gerar empregos. Os recursos virão de uma combinação de capital público e privado.

Segundo o BM, os investimentos se concentrarão em mineração, turismo, energia e apoio a pequenas e médias empresas. O objetivo é destravar setores considerados motores da competitividade argentina.
Ainda em visita aos Estados Unidos nesta semana, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, elogiou Milei durante cerimônia em Nova York. Ele afirmou que o presidente argentino “lançou as bases para uma nova era dourada na Argentina” e defendeu sua agenda pró-mercado.
Bessent também informou que os EUA estudam estender uma linha de swap de US$ 20 bilhões e comprar títulos argentinos, reforçando o suporte a Milei antes das eleições legislativas previstas para o próximo mês.
