Presidente americano também elogiou Javier Milei
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (23) que está pronto para auxiliar a economia da Argentina, embora acredite que o país não necessite de um resgate financeiro formal. A manifestação de apoio ocorreu em um encontro com o presidente argentino, Javier Milei, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Durante a reunião, Trump não apenas prometeu suporte, mas também elogiou Milei e garantiu total respaldo à sua reeleição.
“Vamos ajudá-los. Não acho que precisem de um resgate”, disse Trump aos repórteres. Ele enfatizou que sua equipe está trabalhando com Buenos Aires.
“Scott [Bessent, secretário do Tesouro dos EUA] está trabalhando com o país deles para que consigam boas dívidas e tudo o que é necessário para tornar a Argentina grande novamente”.
O apoio de Trump à reeleição de Milei foi direto, afirmando que o líder argentino necessita de mais um mandato “para completar o trabalho”. Questionado sobre os detalhes do auxílio americano, o presidente dos EUA reforçou: “Estamos dando ao presidente da Argentina nosso total apoio e endosso.”
Como demonstração de apreço, Trump presenteou Milei com a impressão de um post que havia publicado pouco antes na rede social Truth Social. No documento, o republicano teceu rasgados elogios ao argentino.
Trump afirmou que Milei “provou ser um líder realmente fantástico e poderoso para o grande povo argentino, avançando em todos os níveis em velocidade recorde” e ressaltou a recuperação econômica.
“Ele herdou uma ‘bagunça total’, com uma inflação horrível causada pelo anterior presidente de esquerda radical (muito parecido com desonesto Joe Biden, o PIOR presidente da história de nossa nação), mas conseguiu devolver estabilidade à economia da Argentina e elevá-la a um novo patamar de destaque e respeito!”.
O texto também destacava uma “relação tremenda com a Argentina, que se tornou um aliado forte, graças ao presidente Milei”, e expressava o desejo de “continuar trabalhando de perto com ele”.
O encontro e as declarações de Trump impulsionaram o mercado argentino. Após a reunião dos líderes, o peso argentino valorizou mais de 3% em relação ao dólar, cotado a 1.367,51, e o índice acionário S&P Merval subiu 0,24%.
O movimento de alta já havia sido iniciado na véspera, após Bessent sinalizar que o governo americano considerava todas as alternativas para estabilizar o país sul-americano, que enfrenta uma forte crise política e econômica.
Em um anúncio separado, o Banco Mundial informou que acelerará seu plano de apoio de 12 bilhões de dólares à Argentina, prometendo destinar até 4 bilhões nos próximos meses por meio de financiamento público e investimentos privados.
A instituição afirmou que o pacote visa fortalecer o processo de reformas de Milei e sua estratégia de crescimento de longo prazo. O foco será em áreas-chave para a competitividade, como mineração, turismo, energia e o financiamento de pequenas e médias empresas.
Apesar da recente euforia do mercado, impulsionada pelas promessas de apoio, os ativos argentinos enfrentaram fortes perdas nas últimas semanas.
Títulos internacionais recuaram mais de 20% no ano, e a forte demanda por dólar forçou o Banco Central da Argentina a realizar, na sexta-feira (19), sua maior venda diária da moeda em quase seis anos, somando 678 milhões de dólares em um único dia.
